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24 novembro, 2008

Lá vai o tempo do jornalismo isento

É interessante mas lamentável, ouvir a Felicia Cabrita dizer que o jornalismo, já não é o que era. ou pelo menos o que foi, quando permitiu que, viessem a lume casos como o da Casa Pia.

Insinuou, muito claramente, que o jornalismo de investigação, que lhe permitiu aflorar a abertura do caso Casa Pia, aprofundando-a para além do colégio Pina Manique, a outros colégios também pertença da Casa Pia, (nomeadamente os que são habitados por raparigas), tinha sido truncada, nos orgãos de informação para quem trabalhava, que como sabemos pertencem ao grupo Impresa, envolvendo especialmente a Sic e o Expresso.

Volto a referir, que esses orgãos de comunicação social, não são de confiança, estão engajados ao poder político e económico, que impõe a sua lei em troco da publicidadezinha e de outras influências.

Juntando esta afirmação de Felícia Cabrita, dizendo que só ainda não lhe conseguiram calar a voz, ao facto há dias por mim denunciado, de ter ouvido Ricardo Costa o patrão da informação da Sic-Notícias dizer que há muito tempo se sabia do caso BPN (porque não terá então denunciado esse caso ?), fica claro para mim que do Expresso e da Sic não espero isenção e não me diz nada armarem-se em campeões da informação, DEPOIS de pessoas como Oliveira e Costa, terem caído em desgraça.

Lá vai o tempo em que sendo o Francisco Balsemão, primeiro ministro e proprietário do jornal, era o Expresso o primeiro a critica-lo.


04 novembro, 2008

Haverá ainda jornalistas ?

Ouvi hoje, sem surpresa, por estar farto de saber o que a casa gasta, o jornalista Ricardo Costa, um homem que tem responsabilidade de direcção na Sic-Notícias, mas que deveria ter ainda mais, para com a sua carteira de jornalista, dizer a propósito do caso do Banco Português de Negócios, que há muito tempo que toda a gente sabia o que se passava naquele Banco.

A pergunta óbvia que o colega que o entrevistava não lhe fez e que deveria ter feito, não fosse o corporativismo, pouco profissional, que envolve toda aquela gente, seria então porque não o denunciaram ? Porque não fizeram disso notícia ?.

Se já toda a gente sabia, como Ricardo Costa afirma agora, fazendo o seu papel de esperto, não seria cumprir o papel de jornalista, trazer o assunto ao conhecimento público ?

O que fala mais alto ,a sua condição de jornalista ou a de gestor que não quer perder, as receitas que aquele banco pode trazer ao seu grupo ?.

Incluo claro o Expresso, que pretende ser o paradigma da informação exemplar, desde qe não prejudique o negócio claro.

Ele há carteiras de jornalista, entregues a quem o não merece