Diz o The Hammer, que na Mouche como sempre deveria ser.
Eu, neste caso particular, acho que tem toda a razão.
Mas pergunto-me: teria de ser em directo?
Já pensaram que poderia ter corrido mal? ou que, depois de terem morto o primeiro, o segundo poderia ter morto a refém, o que aconteceria em qualquer mediano filme americano?
Estes brasileiros viram poucos filmes, decididamente não eram fãs de cinema, pelo menos do cinema americano.
Esconderam-se mal atrás das reféns, não prepararam convenientemente a fuga, e não mataram, quando tiveram hipótese de o fazer.
Estou a ser irónica, simplesmente porque é a minha maneira de não ficar terrivelmente traumatizada por ver uma morte em directo, quando a não queria ver, e por apesar de tudo, não ter ficado convencida da eficácia dos GOEs, por ter ficado a pensar o que teria acontecido, se estes tipos tivessem visto mais filmes.
Estaríamos todos tão contentes se uma das reféns tivesse sido morta, também ela em directo?
e fico-me a perguntar porque se porão bolinhas vermelhas em certos filmes, ditos violentos por terem mortes, se esses mortos não morrem?
Cá em casa o telejornal é sagrado, e tive quatro netos a ver em directo a polícia a matar uma pessoa.
Será necessário ser em directo?
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11 agosto, 2008
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