27 agosto, 2008

Paralímpicos



Há qualquer coisa nos Jogos Paralímpicos que me desagrada. Não o acontecimentos em si, diga-se, porque julgo ser, em muitos casos, extraordinários exemplos de vida, para muitos de nós, para quem uma dor de cabeça é um drama inultrapassável.

O que eu não gosto é do espírito instalado, o da medalhíte. Começando por nós portugueses, onde a febre também já está instalada. Anunciam-se muitas medalhas de vários quilates, já que se exibe com orgulho que o País conquistou 81 medalhas em 7 participações, (em Atenas, há quatro anos, foram apenas 12).

Refiro o espírito da medalhite, porque entendo que talvez a possibilidade de haver medalhas para todos, me fosse mais aceitável, também porque todos os participantes são campeões e por certo a sua grande vitória é o o ultrapassar das suas próprias limitações.

Deste conceito de medalhas e de vencedores em ouro, prata ou bronze, resulta que a ganância pela obtenção do metal, possa levar ao acentuar das diferenças das próprias incapacidades, podendo alguns atletas competir entre si em condições muito diferentes de incapacidade física.

Quero dizer que não ter 2 ou 3 dedos duma mão, não é o mesmo que não ter um braço, contudo ambos são amputadas e isso cria desigualdades, perfeitamente exploráveis se a ganância medalheira o requerer.

A propósito e não servindo de exemplo para o que aqui refiro, vi há dias na TV, quando da transmissão do Jogos Olímpicos, uma atleta de alto nível no Ténis de Mesa, com uma amputação ao nível do cotovelo.

Vamos ver o que acontece já a partir do dia 6 de Setembro. Por mim confirmarei por certo a ideia de gostar do exemplo dos atletas, mas detesto o espírito que rodeia os jogos.

26 agosto, 2008

INCÊNDIO DO CHIADO




Rua do Carmo em 1988 - fotografia tirada deste SITE




Fez ontem 20 anos que o Chiado ardeu.
Não consegui falar sobre o incêndio, ontem, por ter estado muito envolvida emocionalmente nele.
Mas ao ver o noticiário na RTP1, imagens da Rua do Carmo, nem esta fotografia ou outra parecida que haverá milhentas nos arquivos camarários, não tinham aparecido em lado nenhum, nem ouvi falar do Presidente da Câmara da altura, Nuno krus Abcassis.
A história do incêndio do Chiado e as proporções que atingiu nunca serão bem percebidas, enquanto se não falar, como se falou na época mas sem se tirarem as necessárias elacções, nem se sacarem as responsabilidades às obras de embelezamento que o Presidente da Câmara mandou fazer na Rua do Carmo.
Contra tudo e conta todos, Krus Abecasis, principalmente contra os bombeiros Sapadores de Lisboa, que o tinham avisado que se houvesse algum problema de incêndio na Rua do Carmo, todo o Chiado arderia, por eles não terem hipóteses de entrrem com os carros para combaterem o fogo, resolveu avançar com estas obras de embelezamento, que diga-se de passagem todos os Lisboetas detestaram, que dificultavam a vida a todos os peões.
Reparem bem na fotografia. Reparem nos degraus enormes de pedra que havia por toda a Rua do Carmo acima. Aqui Vêem-se duas delas do lado esquerdo de quem sobe, mas um pouco mais acima havia uma outra do lado direito, e voltavam ao lado esquerdo ainda mais acima.
Não mostrar como estava a Rua do Carmo no dia do incêndio, é branquear a história do incêndio do Chiado, é branquear as responsabilidades Camarárias e do seu Presidente em exercício é branquear as proporções que o incêndio atingiu, quando é certo que os grandes carros dos bombeiros com escadas, tivessem podido subir a Rua do Carmo, muito provavelmente os Armazéns do Grandella não teriam desaparecido, os Armazéns do Chiado não teriam ficado todo s ardidos e o incêndio não teria descido a Rua Nova do Almada e assim, não teria desaparecido uma das melhores pastelarias de Lisboa a Pastelaria Ferrari, nem teria desaparecido o Eduardo Martins ou a Casa Batalha, ou ainda uma esplêndida papelaria que se não estou em erro se chamava Artex




25 agosto, 2008

OUTRA PÉROLA!!!




Esta de Jesualdo Ferreira, treinador do Porto

A ACTUAÇÃO DA EQUIPA ESTEVE PRÓXIMO DO QUE VAI SER NO SEU FUTURO.
DIGO PRÓXIMA, PORQUE ESTÁ MUITO LONGE DO QUE QUEREMOS VENHA A SER.

Como?


22 agosto, 2008

VICENTE MOURA



Vicente Moura é um grande homem!
A meio dos jogos Olímpicos, quando já se tinham perdido todas as esperanças de se poderem vir a ganhar as quatro medalhas tão faladas, resolveu dizer à Comunicação Social, que se não recandidatava de novo ao cargo que tem, por ser o culpado de nada ter funcionada.
Não aprendeu com Scolari, aquilo que se não deve fazer, ou seja, dizer que se ia embora a meio de um campeonato, seja ele do que for.
Ora agora, depois da medalha de ouro de Nelson Évora, Vicente Moura, além de querer ficar mais quatro anos e de não perceber que já é tempo de dar lugar a outros, disse que estava provado que as quatro medalhas eram possíveis, passando a responsabilidade do "fracasso" para os atletas, lavando as mãos como Pôncio Pilatos.
Penso que alguns atletas devem ter tido culpa de não terem dado o seu máximo.
Mas outros, que não chegaram às medalhas ou que nem sequer se apuraram como Naide Gomes, tentaram com empenho e bateram-se por alcançarem as metas que se tinham proposto.
Houve Melhores.
O Atletismo, sempre ouvi dizer, é uma modalidade extremamente ingrata, porque se trabalha arduamente para um objectivo e basta naquele dia, àquela hora falhar UM dos variadíssimos componentes que fazem de um atleta um Campeão, para se não conseguir chegar ao objectivo.
Que Vicente Moura depois de ter destabilizado todos os atletas que ainda iam competir, se atreva a passar-lhes a culpa, é por si só razão suficiente para sair do cargo.
Que se atreva agora, depois de um atleta ter ganho a medalha de ouro, a considerá-la como da sua responsabilidade, mete nojo
Que dê o dito por não dito, é mais uma vez repugnante
Que saia, caramba! que não seja reconduzido, é o que se pede ao Governo

20 agosto, 2008

PÉROLA DE UM CICLISTA



CADA DIA QUE PASSA, É MENOS UM QUE FALTA



Adorei!!! profundo!!!

19 agosto, 2008

Vivemos rodeados de VAGINAS

Alguma ausência da minha parte neste blogue, deveu-se aos  condicionalismos da época de banhos, mais gente cá por casa, mais movimento a contrastar com calma dos outros meses do ano, alguns problemas de saúde que me têm incomodado, relacionados com a "doença profissional do blogueiro", nódulos nos músculos do braço  e em vários pontos do trapézio, que me têm roubado actividade.

Mas se fosse só isso ficaríamos por aqui, mas é que também sou vítima do sistema, não do futebol a que se convencionou chamar apito dourado, mas de algo mais grave O VIRUS ADQUIRIDO GENERALIZADO  DA INCOMPETÊNCIA NACIONAL, que me apetece baptizar de VAGINA.

Pois é verdade que fui mais uma vez atacado pelo VAGINA. Conta-se rapidamente.

Martirizado por longos ataques VAGINAIS, sob a forma da acção persistente da TV Cabo ao longo dos anos, resolvi castiga-los e aderir ao serviço MEO  da PT. Depois de vários dias sem qualquer tipo de serviço e confrontado com as mais diversas formas de demonstração de incompetência das diversas personalidades, que ao longo dos dias nos vão encharcando com as mais idiotas e contraditórias observações, julguei hoje finalmente ter o problema resolvido.

Percebi então, cereja no topo de bolo, que a demonstração que me fizeram na própria PT sobre a qualidade técnica da imagem HD , transportada pela linhas mágica da operadora, afinal não pode chegar a minha casa, sob a forma de utilização, porque maravilha das maravilhas a minha linha telefónica  só chega cá a casa, eventualmente após esforço de maratonista com 8 Mb de velocidade, quando a velocidade mínima para se ver a preciosidade técnica que dá pelo nome de Alta Definição necessita de 12 Mb.

Que fazer então pergunto à sumidade que  me atende o telefone ? Nada ele vai reportar o constrangimento (na linguagem dos agentes VAGINA nunca há avarias, são sempre pequenos constrangimentos) e um dia quando alguém da vasta equipe dirigente lhe apetecer, possa dotar a minha linha telefónica com a velocidade requerida pela minha TV.

Note-se que os constrangimentos, não passam afinal do reflexo, da nossa impreparação óbvia para ser cliente das mais diversas entidade geradoras de VAGINAS, neste caso antes de aderir ao serviço MEO, deveríamos ter tirado um pequeno curso de técnico de TV, por forma a saber perfeitamente o que são POCs, routers e respectivas funções de cada luzinha da sua caixa.

A conclusão é simples e não é de agora, as mais diversas entidade que por aqui circulam  e que fazem parte deste vasto mundo gerador de VAGINAS, não tem ao seu serviço pessoas competentes, que saibam atender os clientes com profissionalismo, nada disso para aumentar os lucros é preferível pagar pouco a imbecis sem qualificação, que despacham pessoas ao telefone ou pessoalmente debitando boca fora o que lhes apetecer.

Como exemplo só no espaço de uma semana registo duas preciosidades

1-Numa loja confrontando um jovem funcionário, pela razão de ser da diferença de preço exagerada entre dois cabos HDMI para a TV, o jovem debitou é que o mais caro é mais profissional, ao que eu respondi então levo este porque em sou espectador profissional de televisão.

2-Confrontando a minha oficina autorizada KIA,  sobre a razão da dificuldade do meu carro em pegar, mesmo depois de substituição de velas, responderam-me para mudar de chave de ignição (a chave não é electrónica).

Enfim, estamos rodeados de VAGINAS, mas o lamentável  é quando pouco tempo depois de tentar mudar, se começa a sentir saudades da antiga VAGINAS. Reconheça-se que não é normal eu já ter saudades da TV Cabo

 

17 agosto, 2008

OLÁ LEIRIA!!!




Parece-me que já me acompanhavas desde o Claras em Castelo.
Se quiseres a morada do meu novo blog, mando-te por mail e não te esqueças de dar dicas suficientes para ter a certeza que és tu.: por exemplo o IP, que reconhecerei

Este anúncio serve para outros meus visitantes, que sei me acompanhavam há muito tempo, mandem o IP, porque vos reconhecerei. A minha nova morada não é para todos, por isso não a ponho aqui.

o meu email é: marta818@gmail.com
Este anúncio é só para os visitantes que não sei o nome, ou o blog, porque aos outros farei visitas, com o meu vestido novo.


beijinhos a todos e obrigado por me terem tantas vezes acompanhado. Sem vós, o Claras em Castelo não teria sido o que foi.

15 agosto, 2008

PETRÓLEO



O petróleo anda nos preços de há três meses atrás.
Baixam a gasolina e o gasóleo, ao pinga, pinga de um a dois cêntimos...mas para aumentar era cá com uma pressa que até chateava.
Os preços dos ditos já voltaram ao nível dos preços de há três meses atrás?
Ninguém refila?
Ninguém contesta?
Acham todos bem?
Continuamos tão pacíficos, que parecemos carneiros?
Continuam, porque eu já o não faço há meses, a encher os depósitos na GALP?
Caladinhos é que é bom?

Às vezes tenho raiva de ser portuguesa, dá-me poucas vezes, é certo, mas com os preços do petróleo fico mesmo danada
Estão todos contentinhos com meia dúzia de cêntimos?
Continuem então, na vossa paz podre!

14 agosto, 2008

HOJE NÃO!




Hoje não me apetece escrever, estou demasiado pessimista e cínica, para isso já chega o Vasco Pulido Valente;
além de que era capaz de partir a louça toda, o que dá um imenso prejuízo, como sabem.

13 agosto, 2008

GEÓRGIA





Obrigatório é ler os posts do dia 11 e 12 do VIVO E DE BOA SAÚDE!

Gostava de ter sido eu a escrevê-los!

VIVEM NA FAIXA DE GAZA?




É uma página do "Expresso" que todos leram, espero.
O Nonas, ontem, editou no seu blog toda a página e hoje vou chamar a atenção para o que mais me impressionou:




Rua de Lisboa cortada ao trânsito a pedido da embaixada israelita
"Vivemos na Faixa de Gaza"
Vizinhos da Embaixada de Israel sentem-se "escudos humanos". Partidos políticos querem o fim do "bunker" que foi instalado na rua António Enes, em Lisboa.
Hugo Franco

E até os moradores do nº 16 da Rua António Enes (entre a Praça de Espanha e a Maternidade Alfredo da Costa) têm restrições de circulação. "Não tenho livre acesso à minha própria casa", queixa-se a mais antiga moradora do prédio, Virgínia Barbosa. A arquitecta, que tem um ateliê no andar de baixo ao da embaixada, confessa-se farta das burocracias dos seguranças: "Conhecem-me há tantos anos, mas continuam a obrigar-me a esperar pela autorização da embaixada para entrar com o carro". Virgínia, que já foi multada na garagem, deixou de convidar uns clientes da Tunísia: "Eram constantemente barrados. Agora reunimo-nos num hotel".

O medo domina o dia-a-dia de Ivete Canto de Noronha, que vive no prédio vizinho ao da embaixada. "Tal como os israelitas afirmaram em 1979, depois do atentado à embaixada, nós, os moradores, somos o seu escudo humano. Nada mudou. Já fomos evacuados de casa três vezes por ameaças de bomba", afirma a professora. Ivete chegou a ser mandada parar por um dos polícias só porque carregava uma pasta. Eram exames e não bombas. Há pouco tempo ia sendo impedida de entrar no perímetro de segurança: "Vinha de uma urgência do hospital num táxi, de madrugada. Foi com uns berros de desespero que convenci os seguranças a deixarem-me passar

Os israelitas queriam impedir a passagem de peões em frente à embaixada. "Seria uma verdadeira zona-tampão, como no Médio Oriente", diz um responsável camarário no anonimato. PSD, PCP e Bloco de Esquerda não concordam com a 'fortaleza' israelita. "Se é uma questão de alta segurança, então a embaixada não deveria estar numa zona residencial", defende Margarida Saavedra, vereadora social-democrata. "Além disso há um claro abuso de ocupação do espaço público", acrescenta.

Como é possível isto continuar-se a passar em plena Capital e nada se fazer?

Continuamos todos doidos?

11 agosto, 2008

MORTES EM DIRECTO

Diz o The Hammer, que na Mouche como sempre deveria ser.
Eu, neste caso particular, acho que tem toda a razão.
Mas pergunto-me: teria de ser em directo?
Já pensaram que poderia ter corrido mal? ou que, depois de terem morto o primeiro, o segundo poderia ter morto a refém, o que aconteceria em qualquer mediano filme americano?
Estes brasileiros viram poucos filmes, decididamente não eram fãs de cinema, pelo menos do cinema americano.
Esconderam-se mal atrás das reféns, não prepararam convenientemente a fuga, e não mataram, quando tiveram hipótese de o fazer.
Estou a ser irónica, simplesmente porque é a minha maneira de não ficar terrivelmente traumatizada por ver uma morte em directo, quando a não queria ver, e por apesar de tudo, não ter ficado convencida da eficácia dos GOEs, por ter ficado a pensar o que teria acontecido, se estes tipos tivessem visto mais filmes.
Estaríamos todos tão contentes se uma das reféns tivesse sido morta, também ela em directo?
e fico-me a perguntar porque se porão bolinhas vermelhas em certos filmes, ditos violentos por terem mortes, se esses mortos não morrem?
Cá em casa o telejornal é sagrado, e tive quatro netos a ver em directo a polícia a matar uma pessoa.

Será necessário ser em directo?

08 agosto, 2008

HOJE, NÃO HÁ CONTESTAÇÃO



Hoje estou pacífica, não será indiferente o facto de voltar a ter cá em casa os quatro netos, o que faz com que me aperceba de como tudo é relativo, tudo depende das idades de cada um.
Felizmente, trago permanentemente ao colo a menina ingénua e cheia de ideais que fui; trago-a ao colo e trato dela com desvelo.
Hoje não quero saber como vai o mundo lá por fora.
Hoje fico-me com o meu mundo.
Bom fim de semana para todos vós, que andais por aí.

06 agosto, 2008

ISRAEL



Mais uma vez os Israelitas se portam como como assassinos.
mais uma vez os Israelitas demonstram não saber o que são Direitos Humanos, que tanto invocam para si
mais uma vez os Israelitas se portam como um povo bárbaro, que nos faz, a todos, esquecer que alguma vez tiveram razão em reclamar por terem sido perseguidos.
mais uma vez os Israelitas perseguem o povo Palestiniano.

Não deixar entrar doentes, em perigo de vida para serem tratados, aos que vivem na faixa de Gaza, para mim, são crimes contra a Humanidade, debaixo da alçada do Tribunal Penal Internacional.
A UE vai continuar a fazer papel de embrulho, em relação a Israel?

05 agosto, 2008

SEGREDOS DE UM ELEVADOR








Desculpem mais uma vez não vir a propósito, mas é mais um conto para o desafio de UM CONTO PARA UM ELEVADOR



Retalhos de vida, que eu elevador assisti durante mais de 60 anos.
Poderia contar a vida de quase todos pelo pouco que via, de cada vez que em mim andavam. Podia até ter esquecido muita coisa, não fosse o espelho que dentro mim havia e esse nada esquecia.
Vi a mãe com o filho ao colo, virando-o para o espelho e perguntando – quem é a coisa mais linda da mãe? - e o pequeno ria, querendo tocar naquela imagem que não reconhecia.
Vi, também, o “pai”, dando um último jeito à gravata, ou a maneira como olhava a vizinha do sétimo andar, um bom “pedaço” de mulher, que quando entrava sorria simpática e sedutoramente, olhando de seguida o espelho a confirmar a sua beleza.
Os do primeiro andar eram os mais rápidos, mal entravam já estavam de saída e muitas vezes nem me usavam, quando percebiam o tempo que demoraria a chegar, galgando os degraus enceradas, dois a dois.
Os do segundo, pareciam cavalos à desfilada, quando desciam, sempre atrasados, indomáveis, aqueles rapazes, oito ao todo, os pais coitados uns mouros de trabalho, nem tinham tempo para o espelho olhar.
As conversas das empregadas, quando se encontravam, vindas das compras comparando a forretissse ou o desleixo das patroas. Infindáveis as críticas que lhes faziam. No parecer delas, as patroas qualidades não tinham, mas o certo é que as não trocavam por outras.
- Viva Isabel, ao tempo que a não encontrava. Estava para ir a sua casa, pedir-lhe desculpa se por acaso amanhã lhe fizermos muito barulho. Temos um jantar grande....
- Viva Mafalda. Não se preocupe com isso, as salas são longe dos quartos, e não incomodará com certeza. Já viu que a porteira não anda a limpar a entrada?
Alguém me disse que está doente.... passa a vida doente aquela mulher! O que se lhe há-de fazer Mafalda?
- O pior, Isabel, é que tanto a Maria João do sétimo, como a Teresa do quarto, não querem saber de nada.
- Mas a Mafalda não sabe que Teresa só pensa na educação dos filhos e quando andam em correrias põe-nos a rezar o terço...
O Pedro anda sempre sozinho...eu se tivesse um marido tão bonito....não corria tantos perigos
- Ora Isabel, eles são um casal muito católico...não creio que o Pedro se interesse por outras.
Já a Mafalda andava grávida da terceira cria, e o “pai”, comendo a vizinha do sétimo com os olhos, lhe perguntava se vivia sozinha, que nunca a via acompanhada. Maria João respondeu que vivia com um piloto da TAP, cujas viagens eram quase sempre de longo curso.
- Coitada, então está muitas vezes sozinha....Vou dizer à Mafalda para a convidar um dia destes, para jantar, assim terá companhia e será menos uma noite em que ficará só. Ela dizendo que sim, com sorriso trocista.
Os segredos que um elevador, antigo como eu, não guarda....
Os do segundo, já com a vida melhorada, por terem recebido a herança, por morte do pai de um deles, fora bem-vinda e ela já muito bem-vestida se mirava no espelho que lhe devolvia a imagem de uma mulher sedutora e de armas, sempre acompanhada pelo marido que não tinha olhos para mais ninguém. Os filhos já crescidos e bem comportados, não todos, que um havia que sempre andava meio entornado.
A Isabel já andava com o Pedro.
Passado uns meses o “pai” mudou-se do sexto para o sétimo andar; Mafalda com os três filhos, encontrava Maria João no elevador e embora a tratasse como nada tivesse acontecido, bem se via no espelho os olhos toldados por tristeza
Os do terceiro recém-casados, foram os únicos que mudaram de casa ao fim de uns 10 anos.
Quem veio para o seu lugar, foi um casal de gays, muito mal vistos por todos e que todos criticavam e faziam troça, mas que eram pessoas encantadoras cumprimentando todos, apesar de bem saberem o que lhes ia dentro.
Foi a partir desse dia que o movimento em que eu andava, mais se fez sentir, tinham muitos amigos e a casa estava sempre cheia. As críticas cada vez mais mordazes. Até a empregada era ostracizada pelas outras.
Dois anos depois aparece David lado a lado com Mafalda. Um dia entraram os quatro no elevador.
Maria João vinha a discutir com o “pai” e calaram-se quando entraram Mafalda e David, enlaçados.
O “pai” não tirava os olhos da sua ex, pensando como poderia ter deixado escapar tão linda mulher, que nem para ele olhava, com quem sempre se tinha dado tão bem...não tivesse sido aquela paixão pela Maria João que já se evaporara....
Teresa veio a saber da ligação de Isabel com o seu Pedro e foi dentro de mim, que lhe fez frente e a avisou, que se não largasse o Pedro, iria contar tudo ao marido dela. Isabel encaixou, não sem envenenar dizendo que se não fosse com ela, com outra seria.
Assim era o meu dia-a-dia, nunca havia descanso nem monotonia.

04 agosto, 2008

CHINA, AMÉRICA E EUROPA





Quando critiquei a China, pela falta de Direitos Humanos, enquanto o estava a fazer não me saía da cabeça a América.
Num outro blog que tive, fiz um post enaltecendo os líderes chineses, quando foi do terramoto que aconteceu na China.
Foi comovente ver os dirigentes chineses, junto do seu povo, enquanto as réplicas se sucediam, tentando minorar o sofrimento do seu povo.
Não que tivessem feito mais do que a sua obrigação, mas comparei-os na altura, à reacção, que teve Bush aquando das cheias de New Orleans, onde nada funcionou, num país que dá ajuda a todos e que não soube, junto do seu povo, fazer nada de nada.
Bush só foi a New Orleans um mês depois.
O que não se pode esquecer é que o maior país paladino dos Direitos Humanos, a América, tem GUANTANAMO.
Ouvi na sexta-feira, numa entrevista no Jornal 2, um Senhor, que não me lembro o nome (eu com nomes sou uma verdadeira nódoa), mas que sabia do que falava, dizendo que as torturas de hoje em dia, são feitas com drogas, fármacos, se quiserem, e que se consegue quebrar psicologicamente uma pessoa em apenas 48 horas.
Fiquei horrorizada! Pancada? já se não se usa, usam-se drogas e consegue-se saber tudo, mas tudo o que alguém saiba.
A Europa? A Europa, é talvez a mais hipócrita, negociando com todos os que lhe fazem jeito, não querendo saber de nada, nem de Direitos Humanos.
A Europa, só quer saber de dinheiro.
Por isso enquanto condeno a China, estou a condenar também, a América e a Europa.

01 agosto, 2008

JOGOS OLÍMPICOS





A abertura dos Jogos Olimpicos na China, vai ser de certeza deslumbrante.
Quando os estiverem a ver não se esqueçam do que está por trás.
Não se esqueçam destes rostos destas crianças, não se esqueçam da dor e sofrimento que lhes custou, quisessem ou não.
Não se esqueçam, que não há Direitos Humanos salvaguardados na China, nem sequer os das crianças.
Não se esqueçam que o Mundo Ocidental, deu cobertura a esta vergonha-
NÃO SE ESQUEÇAM, por que provavelmente elas as crianças jamais esquecerão os tormentos porque passaram.
NÃO SE ESQUEÇAM





31 julho, 2008

Não há bela sem senão

Não quero ser igual a muitos que critico, não sou dos que consideram que o Mundo se deva dividir em bonzinhos, alinhadinhos e limpinhos todos do mesmo lado e os maus, porcos e feios do outro.

Considero que a perfeição não existe, pode ser uma miragem, mas não acontece, ninguém é.

Por extensão esta ideia também serve aos partidos e naturalmente ao governo.

Conheci há muitos anos a JP Sá Couto enquanto cliente deles e sempre os tive em boa conta.

Surpreendeu-me pela positiva este projecto Magalhães, gostei do apoio que o governo lhe deu e da ideia que Sócrates apresentou, porque acho que o desenvolvimento do País passa exactamente por aí.

Finalmente acho que o governo, a quem confiámos a tarefa de governar a nau, resolveu desta vez gastar bem o nosso dinheiro, talvez deva dizer que, "quase" gastou bem o nosso dinheiro, porque duma forma geral não aprovo dádivas, descontos ou bónus, "para todos", sem atender que alguns não precisam de descontos, porque podem pagar.

Leio entretanto com desagrado, que o governo entende que não deve pagar horas extraordinárias aos enfermeiros hospitalares, provavelmente baseado no código do trabalho recentemente criado e na famosa e "genial "criação do banco de horas, que obviamente só serve para os empregadores amealharem mais uns tustes, à conta dos mesmos de sempre.

Aliás já é assim em toda a função pública. Tenho familiar próximo que já ardeu com as horas e banco de horas nem pensar

Se eu fosse funcionário público desconfiava, é que não há bela sem senão, e o "senão" dos custos extra, por muito meritórios que sejam, saiem sempre do bolso dos mesmos.

30 julho, 2008



O Amigo Pena, disse em comentário ao conto Dois Irmãos,
"Que contos extraordinários teria que revelar num sussurro profundo esse elevador."
Não é extraordinário, mas é mais um, de ficção pura e dura, para o desafio de UM CONTO PARA UM ELEVADOR

CONVERSAS DE VIZINHOS


O prédio ia ser deitado abaixo e ela ia fazer pela última vez aquela viagem de elevador que a levaria até ao 5º andar, onde se ia despedir das paredes que a tinham visto crescer.
Chamou o elevador, e enquanto chegava viu-se com dez anos a subi-lo pela primeira vez. Prédio de grandes famílias, menos o 4º onde se tinha acabado de nascer o primeiro filho do casal, o Tiago bébé lindo, cuja beleza sempre o acompanhou.
Como era ainda lento, sem nunca mais o terem modernizado. Os vizinhos eram amigos dos pais, a quem tratava por tios.
Finalmente entra, lembrando-se como era desengraçada em plena adolescência.
Tinha-se transformado por volta dos dezoito anos, corpo bem feito, as minissaias mostrando as pernas perfeitas, foi quando namorou o João, filho mais velho dos do primeiro andar.
O Tiago com oito lindos anos, já para ela olhava, e sempre que o via, ela ternurenta dizia
- Olá Tiago, és o vizinho mais lindo deste prédio
Os do segundo andar, sempre snobs, mal davam os bons dias, os filhos, porque os pais eram sempre simpáticos.
Desde os dezassete anos que quando junta fazia a viagem com o "Tio"do terceiro, ele lhe beliscava o rabo, e lhe dizia – Maria Antónia estás-te a transformar, qualquer dia pões a cabeça doida a qualquer homem – ela ria, para disfarçar o mal estar, que o amigo do pai, homem bem bonito, lhe provocava. Ao dezanove, agarrou-a pela cintura e roubou-lhe un beijo, enquanto ela lhe tentava fugir naquele apertado espaço, rindo-se ele da sua atrapalhação. Nunca mais com ele subiu
- Olá Tiago, és o vizinho mais lindo deste prédio...ele com dez anos corou e pôs os olhos no chão. Ela admirada, com uma mão levantou-lhe acabeça, olhou-o nos olhos e percebeu a paixão, então com infinita ternura deu-lhe um beijo na face, que o corou mais ainda.
Ainda vai a passar o terceiro andar e já só de se lembrar fica mal disposta, com a investida do pai do Tiago, que num acesso de loucura, tinha ela vinte e dois anos, mal fecharam as portas no rés-do-chão, a encosta à parede desapertando-lhe a blusa, enquanto ela se contorce e ele arquejante lhe diz ao ouvido, que assim ainda mais a deseja, mas que tem de lhe dar uma lição para não andar a provocá-lo com aquelas saias, enquanto a beija no peito já despido e as suas mãos percorrem o seu corpo. Já o elevador está parado no quarto andar e ele só larga a sua presa, quando ouve a voz da mulher à porta a perguntar-lhe o que se passa. Fica caída no chão, lágrimas a correrem-lhe pela cara, enquanto o ouve, respondendo à mulher, que estava a dar uma lição de moral à Maria Antónia. O pavor que a partir daquela altura tinha de no elevador entrar, fê-la muitas vezes subir a escada até ao quinto andar.
- Olá Tiago, continuas o mais lindo vizinho deste prédio...olá Maria Antónia....ele já com dezassete anos, ela casada, o mesmo olhar apaixonado...então ela com ternura, roça-lhe a boca num beijo leve
Já está no quinto andar e não sai logo, porque ainda se lembra da última vez que viu o Tiago já homem, mais bonito do que se lembrava, ela com quarenta cinco, sem se reconhecerem
Maria Antónia? Pergunta e ela com alegria – Tiago! Continuas lindo. No seu olhar já não existe paixão...e ela diz-lhe na brincadeira – Vês o que fazem os anos? E ele numa ternura, roça-lhe a boca num beijo leve, enquanto lhe diz – A Maria Antónia será sempre a mais linda e terna mulher que me marcou.

29 julho, 2008

COMENTÁRIO PASSADO A POST E SUA RESPECTIVA RESPOSTA.




O texto a encarnado
, é parte de um comentário, deixado pelo Amigo Pena ao post "Polícias e Ladrões". Por achar que levanta um problema interessante, resolvi passá-lo a post, seguido da minha resposta.

O caso é profundamente grave.

O que tão bem explicita é repleto de lógica, sensatez e sobriedade que coexistem consigo e com o seu simpático e poderoso bom-senso nas perguntas que levanta.
Neste caso, dou-lhe completamente razão.
Agora repare. A criminalidade existe porque existe "desgoverno" por parte de marginais que vivem miseralvelmente e, necessitam fazê-lo para sua própria forma de sobrevivência.
Falo destes casos, particularmente.
Já se perguntou porque a sociedade cria marginais?
Têm fome. Precisam de sustento. Necessitam de bens mínimos de sobrevivência para si e para os seus?
Penso que as sociedades criam marginais por sua responsabilidade, conta e risco.
Tratam-se de casos particulares onde impera a razão, mais que a insensatez do crime que praticam.
É necessários compreender as razões porque fazem o que fazem.
Se tivesse fome era capaz de matar para comer?


Não, definitivamente não, não era capaz de matar para comer se tivesse fome, nem se os meus filhos tivessem fome.
Roubaria para matar a fome dos meus filhos, iria para a prisão se fosse necessário, mas nunca mataria.
Estes marginais, não me parece que tenham fome, Pena, penso antes que poderá ser para tráfico de drogas ou para tráfico de armas.
Terá sido a fome que provocou essa necessidade de tráfico?
Também não estou convencida disso.
Acho que poderá ter sido não estarem inseridos na sociedade, de não terem ido à escola, uma escola cujos professores foram autistas, que se borrifaram para as comunidades mais complexas, que queriam era dar a matéria e o resto que se amanhasse.
Não digo que todos os professores assim se comportam, mas o que manifestamente se tem visto e sabido, é que o pôr na rua, é sempre o caminho mais fácil para um professor, em vez de tentarem darem aulas que os interessem, indo, por exemplo, buscar factos das vidas deles, para daí começar a dar a matéria.
O resultado foi não conseguirem arranjar emprego, muitos nem sequer o tentaram, e irem procurar da maneira mais simples e mais lucrativa dinheiro para viverem melhor, com mais luxo, mas não por fome.
Não tenho dúvidas que é a Sociedade que produz os marginais, mas não por eles terem fome. O problema é mais complexo.
Aliás, Pena, sabes tão bem como eu, que dentro da mesma esfera familiar e de bairro, alguns se tornam marginais e outros não.
Não sei como te agradecer este comentário, que achei por demais interessante.

28 julho, 2008

POLÍCIAS E LADRÕES



No JUMENTO li esta notícia tirada do Correio da Manhã

«Seis indivíduos armados de shotgun assaltaram e agrediram na passada madrugada uma Brigada de Investigação Criminal da PSP no Entroncamento e roubaram a arma de um dos polícias.O assalto ocorreu quando os agentes, à paisana, num carro descaracterizado, se preparavampara abordar três dos suspeitos que estavam parados com um Fiat Tempra na Rua D. Pedro V junto a um loteamento. » [Correio da Manhã]

O que me deixa deixa preocupada, não é o assalto propriamente dito, visto que até já as esquadras são assaltadas, e nós vamos-nos habituando a assistir à degradação, que uma das coisas mais humanas que todos temos é a grande capacidade de adaptação, haja Deus.
O que me preocupou, foi assaltarem e agredirem uma BRIGADA DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL DA PSP, estando os agentes à paisana e num caso descaracterizado.
Para mim, isto dá para todas as especulações.
- como é que uma brigada criminal da PSP, é detectada e reconhecida?
- costumam andar fardados? depois desfardam-se para não serem reconhecidos? está tudo parvo?
- não costumam andar fardados e mesmo assim foram reconhecidos. Como? haverá "bufos" no seio da PSP?
- pelos vistos o carro descaracterizado deve ser igual às das brigadas da GNR, que toda a gente se for com atenção sabe quais são.

Portugal passou a brincar aos polícias e ladrões, que eu percebo perfeitamente, quando era criança era um dos jogos que mais gostava, completamente fascinante, já com ideias de estratégias, gostava de ser ladrão e era raro ser apanhada.
Vamos por aí , que vamos bem.

25 julho, 2008

DOIS IRMÃOS

Desculpem, não vem a propósito, mas faz parte das regras (ter primeiro o conto de ser publicado no blog de quem participa) do Desafio UM CONTO PARA UM ELEVADOR
Gostava muito de participar


Para eles o elevador antigo, era sempre uma aventura.
Por ele fugiam, porta de lagarta aberta, antes de chegarem ao seu interior, tinham de abrir as duas portas de vidro, elegantemente trabalhadas em gravação a fosco, fugiam de quem não lhes queria bem.
Por ele entravam, no que eles chamavam calabouço, embora nunca tivessem estado presos, presos ficavam os seus sonhos desfeitos mal entrassem em casa.
Saiam no elevador, contentes assobiando, sabendo já que haveria represálias, mas mesmo assim a aventura chamava por eles, porta fora chegavam ao exterior.
Entravam nele, cabeças baixas, pensando já no que lhes iria acontecer, pensativos perguntando-se um ao outro se valeria apena subir.
Tão novos, tantos sonhos já desfeitos e desciam, subiam, subiam e desciam, assim passavam a vida.
Lembrava-se disto tudo, enquanto o elevador ia subindo, aos anos que não fazia esta viagem de elevador, o irmão já morto... espreitando o primeiro andar que continuava igual, entrando por ele adentro a sensação que nunca tinham percebido o movimento do elevador, os seus arranques as suas hesitações, que se podiam comparar à sua vida.
Segundo andar, já bem modificado, visto ser de escritórios, porta da rua escancarada para todos poderem entrar.
Quando desciam no elevador, era como descessem ao melhor que deles tinham, a alegria, os sonhos, a magia da vida, que bastava uma gargalhada para toda ser diferente. Quando subiam nele, entravam no pior que neles havia, a violência que os marcara para o resto da vida, o desamor que se refletiria, também, na vida do dia-a-dia, as raivas e os medos
Já ia no terceiro andar, tremeu só de pensar que estava a chegar ao pior que tinha havido nele, ao pior que havia na sua vida, o irmão já morto....
Resolveu, no pouco tempo de permeio entre o terceiro e o quarto andar, que desta não seria apanhado desprevenido, não se deixaria ir abaixo, far-lhe-ia frente, se queria mudar.
Quarto andar, o fatídico, ainda hesitou dentro, mas de rompante abriu de par em par as duas portas de vidro, elegantemente trabalhadas em gravação a fosco, abriu ainda com mais energia a porta de lagarta e quando já tinha saído e se preparava para as portas fechar, ouviu um risinho de desprezo que dizia:
- então ainda estás vivo? Não te suicidaste como o teu irmão? Sempre disse que eras um cobarde! Como te atreves ainda a subir nesse elevador
e num repente, esqueceu-se de todas as boas intenções, pôs um pé na rede que separava o corrimão da escada, do fosso e de um salto deixou-se cair, como tinha feito o irmão ainda adolescente.

23 julho, 2008

Os partidos servem para isto


Falou-se por aqui há dias na questão dos partidos da oposição, não "colaborarem" com o governo PS, na apresentação de propostas na Assembleia da Republica, ficando no ar a ideia que aos partidos da oposição, compete também colaborar no acto da governação.

No fim da corrente sessão legislativa, feito o balanço da actividade parlamentar de cada um, constata-se que o partido que mais projectos e lei apresentou, entre Setembro de 2007 e 1ulho de 2008, foi o CDS com 48 iniciativas , que foram quase todas chumbadas pela maioria absoluta.

O Bloco de Esquerda apresentou 43 iniciativas legislativas, tendo sido aprovadas pela maioria absoluta "socialista" apenas 3 dessas iniciativas.
O Partido Comunista apresentou 39 projectos-lei e o PSD ficou-se pelos 22 projectos.

É corrente ouvir-se o engenheiro Sócrates, afirmar que "os senhores da oposição, não apresentam uma única proposta", o que como se vê é mentira, mas que passa como verdade, por ser colocada na boca do senhor primeiro ministro, que é suposto não mentir.

Fica portanto a pergunta , de que outra forma devem os partidos da oposição, colaborar com um partido de maioria absoluta e que governa de acordo com esse conforto democrático e com a sobranceria de quem se julga infalível ?

Naturalmente que os partidos devem orientar-se de acordo com os princípios programáticos com que se apresentaram ao eleitorado e apresentam as suas propostas conforme os conceitos que defenderam, caberá ao partido do governo e insisto de maioria absoluta, encontrar forma de encontrar as pontes de entendimento necessárias.

Também é para isto que servem os partidos, os da oposição para proporem medidas, os da maioria para as rejeitar, visto não terem a sua chancela.










AZEITE GALLO

Hoje para variar não venho contestar nada.
hoje venho deixar-lhes o video de mais um spot publicitário, de alta qualidade, como nos vem habituando o Azeite Gallo.
Assim vale a pena ver publicidade.
Só gostava de saber quem tem feito os poemas destes spots.


22 julho, 2008

O BAIRRO DA QUINTA DA FONTE



A propósito deste POST do MÁRIO, há ainda um problema que ninguém leva em conta.
Nas Barracas, as pessoas dispõem-se entre famílias e amigos. Quem faz uma barraca , fá-lo ao lado de amigos e conhecidos, por isso não haver criminalidade dentro dos bairros de barracas. Essa criminalidade só vem para fora.
Quando se passam as pessoas da horizontalidade para a verticalidade, essas amizades e conhecimentos não são levados em conta, o que faz com que se deixem de ter, por exemplo, familiares a tomar contas das crianças que ficam em casa, enquanto os pais vão trabalhar.
Este é um problema sério, segundo Félix Baleños, Presidente do Agrupamento de Escolas da Apelação. por ficarem essas crianças e mais tarde adolescentes na rua sem terem ninguém que cuide delas, ora isso leva a que haja criminalidade dentro dos próprios bairros em que são integradas.
Gostei de ouvir este Senhor a falar e saber o trabalho que a Escola tem feito no Bairro Quinta da Fonte. EXEMPLAR
Foi também interessante ouvir a sua opinião sobre o que verdadeiramente se passou no dito Bairro, que vai contra tudo o que a comunicação social tem dito sobre o caso.
A convicção com que fiquei, é que o problema não foi tão grave como se quer fazer parecer, salvando o facto de haver armas por tudo quanto é sítio, mas percebi, que tomara todos nós que os problemas que há em todos os bairros de inserção social, sejam tão graves como o da Quinta da Fonte.
Fiquei também com a convicção, que os ciganos não têm razão em não quererem voltar para o Bairro e que este finca pé é só uma exigência de quererem ir para um outro lado em que fiquem em maioria, porque gostam de ser dominantes.

21 julho, 2008

PARA QUE SERVEM OS PARTIDOS?



Continuo cheia de problemas existenciais, agora postos por Manuela Ferreira Leite
Pensei, que os Partidos serviam, aos que estão no poder, para nos governar o melhor que soubessem a bem do país, ingénua que eu sou, e aos que estão na oposição, para dizerem a quem governa a melhor maneira de o fazer, do seu ponto de vista, parva que eu sou.
O que não estava à espera era de ouvir a Drª ferreira Leite, dizer que não compete à oposição dar ideias boas ao governo.
Fiquei baralhada!
Para a Drª ferreira Leite, as boas ideias, são para guardar escondidas até ser poder, partindo do princípio que o poderá ser daqui a um ano, e até lá, o país e o povo que faz parte desse país, que se lixe.
E se não vier a ser poder em 2009? O país que se lixe durante mais quatro anos?
É assim que se posiciona a Presidente do maior partido da oposição? Então o que lá está a fazer?
Como é que alguém pode votar num partido que não quer saber do país enquanto é oposição?
Finalmente de que serve ser oposição neste país? dizer que tudo está mal?
Que quando se dá uma boa ideia, e o governo a segue, que não se tiram dividendos disso?
O melhor será, que a Assembleia da República, só tenha deputados do partido que estiver a governar, e dos que acharem que podem contribuir para melhorar esse mesmo governo, talvez se possam poupar muitos salários e muitas reformas, que nós contribuintes andamos a pagar.

18 julho, 2008

OS MEUS PROBLEMAS EXISTENCIAIS



Lembrei-me mesmo há um bocadinho que em Janeiro tive de renovar a carta de condução.
Enviaram-me uma "guia" que acabou em fins de Maio.
Ando sem carta e com uma "guia" caducada, há quase dois meses.
Devo ser daqueles que, segundo o "Expresso" nunca mais terão uma carta.....


Desculpem a pergunta
Mas porque será que Luis Filipe Vieira, foi à "Grande Entrevista"?
O homem tinha imenso para dizer, heim?

17 julho, 2008

CENTRAL NUCLEAR: SIM OU NÃO?



Volta-se a falar do Nuclear, agora pela mão do Governador do Banco de Portugal.
Não estava à espera que fosse Victor Constâncio a trazer o debate para cima da mesa, ou seja para dentro da cena política.
Em teoria, e porque sei pouco sobre o assunto sou contra o nuclear.
Sabemos todos pouco sobre o assunto, porque em Portugal nunca houve a discussão séria sobre ele.
Os que são a favor, só lhe vêem qualidades, os que são contra só lhe vêem defeitos.
Para mim, é a ideia com que tenho sempre ficado, os que são a favor quase todos vão ganhar dinheiro e muito com o negócio.
O que não há dúvida é que a maior parte dos países europeus tem o nuclear. Não tem havido desastres, mas tem havido "problemas", a semana passada em França e o ano passado, se não estou em erro, em Espanha.
Acho que a discussão se deve fazer, mas fazer bem e sem demagogias, o que é difícil.
Quero ouvir quem é a favor do nuclear, e principalmente os peritos, a dizerem os prós e os contras do nuclear e quero também que é contra o explique dentro das mesmas premissas.
Só assim se poderá avaliar o nuclear.
É bom não nos esquecermos que há dezassete anos que não se constroi nuclear na Europa, que todos os países pensavam em deixar a centrais acabar o seu tempo de vida e não construir mais.
É também verdade que a Finlândia está a construir, mas ainda não se sabe o preço a que irá sair a energia produzida, nem se já fizeram contas ao custo brutal do seu desmantelamento.
Quantas centrais nucleares se teriam de construir em Portugal para valer a pena, ou pelo menos para se ficar independente do petróleo em cinquenta por cento. Porque para se produzir 10% da energia que consumimos, não vale a pena nem o custo, nem o risco.
Em quanto é que iria ficar a energia ao consumidor?
Temos ordenados passíveis de pagar a energia muito mais cara do que está?
Gostava de ficar a saber tudo isto, no dia em que se faça uma discussão séria.
Duvido que alguma vez se faça.
Se não se fizer, estarei sempre contra o Nuclear

16 julho, 2008

Onde começa a esquerda ?

Às vezes põe-se a questão, "onde começa a esquerda", e as respostas são ambíguas e muitas vezes confusas, porque pelo peso da tradição histórica insiste-se em considerar o PS e este governo,nesse conceito, apelidando-o de esquerda.

São alcunhas que se põe, como se pode perceber ao ler-se a entrevista que Francisco Van Zeller, o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), deu ao Jornal de Negócios,
onde entre outras coisas afirmou que os governos do PS "são mais ousados" no que respeita a mudar as relações de trabalho e que o ministro Vieira da Silva fez melhor que um governo de direita.

"Felizmente temos um José Sócrates - não é por ser socialista, porque como sabe não sou - que está a fazer um bom trabalho". -acrescenta o insuspeito Francisco.


Na discussão do detalhe do Código, o líder patronal não se mostra muito preocupado com o efeito das medidas sobre os falsos recibos verdes. porque " as empresas podem também mudar os esquemas ou falsear o sistema", conclui o presidente da CIP, que não deixa de se congratular com a introdução do banco de horas que acaba com o conceito de horas extraordinárias trabalhar mais duas horas além do horário passa a ser regular.

Pois é meu caro Manuel Alegre, cada vez se torna mais difícil encontrar um espaço de esquerda nessa casa inquinada, já são demasiadas vezes a ter que votar conta, não acha ?


E ASSIM



enfiei quatro postes seguidos sem dizer nada de interessante.Já cumpri a minha quota de hoje. Fosse este país assim produtivo.