30 janeiro, 2009

José Sócrates já ganhou

As últimas notícias, sobre o caso Freeport, indicam-me com toda a clareza, que José Sócrates, o nosso primeiro em funções, será igualmente o próximo primeiro ministro cá da terra, renovando a maioria absoluta do seu partido, com maior conforto do que a actual, na Assembleia da República.

Há uma razão forte para a minha crença, aliás não desejada, é que o Povo português adora aldrabões, Os exemplo são vários como sabemos, basta rever os resultados que alguns deles obtiveram em eleições mais recentes.

Que é isso de condenar alguém, que abre a mão e o bolso, para deixar entrar um subornozito ?

A história deste País continua ser feita na presidência do Sr. Cunha e qual foi o cidadão eleitor que ao longo da sua vida civil, nunca oleou o sistema, para o requirementozinho andar mais depressa ?

Quem nunca pediu uma empenhoca à prima do tio, que é sobrinho do cunhado, do gajo que trabalha no Ministério, para acelerar a sua pretensão ?

Não meus senhores, neste País ser aldrabão e corrupto é qualidade, não é defeito, fuga ao físco é heroísmo, não é crime, logo o nosso apreço deve ser dirigido para quem o merece, não para os palermas copinhos de leite, com tudo certinho e cumpridores.

Note-se que não estou a afirmar que José Socrates é culpado, nunca o fiz com ninguém, nem farei, mas não é preciso ser ilibado, para ganhar eleições, além de eventual aldrabão, é óptimo ser vítima.

Um comentário:

JV disse...

Não há muito tempo, eu próprio o escrevi na minha chafarica. Como dizia José Miguel Júdice há não muito tempo, em Portugal ninguém preza a liberdade nem o bem comum. O que interessa é ter almoço assegurado. Se entretanto o poder é detido por um Sócrates, um Salazar, ou um Valentim Loureiro, é completamente indiferente. O cidadão português, por mais que nos custe dizer, vota a pensar no prato, não na ética. Pode não comer a segunda, mas seguramente não é com a primeira que se livra de andar curvado, de ser devassado, de ser oprimido, de ser humilhado. A questão está em saber a qual das duas dar mais valor.