01 dezembro, 2008

MAR PORTUGUÊS



"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam".
(Edmund Burke)



foto de JOSÉ BOLDT





E vou passeando pela calçada que ondeia, mar português que se nos enfiou nas veias, que de aventura em aventura nos deixou encalhados, como encalhado está, quem dorme em cima do banco.
Maldita sorte!
A dele que para ali está, sem teto, sem comida, sem nada. Todas as vinte e quatro horas do dia à espera do adormecimento, desejando que ele venha cada vez mais rápido, querendo que se prolongue cada vez por mais tempo, e o tempo não lhe faz a vontade
A dor no estômago constante, até conseguir arranjar vontade para se levantar e ir mendigar a sopa dos pobres.
A nossa que para aqui estamos, todos acreditando num qualquer milagre que nos tire este sentir português, medonho, tristonho, ensimesmado, invejosos, a não ser quando é para falar mal dos outros, nisso somos gigantes, Adasmatores feitos, que nada tememos, porque lançamos boatos ou insultamos tudo e todos animadamente, porque somos Adasmatores.
Foi esta a herança que nos restou de Alcácer-Quibir: Não "termos" RAÇA (leia-se, espírito, alma, coração)


2 comentários:

Sam disse...

uau, este é texto vai pra lista dos meu preferidos! genial!
granda Mulher que és!
beijo doce

Claras o contestatário disse...

Risos

só tu meu doidão!

beijinho grande