18 dezembro, 2008

A exposição dos 85 milhões

Portugal exposto em 85 milhões ao caso Madoff

Banco de Portugal apura exposição de 11 milhões na banca e 67 milhões na gestão de activos.

É um título retirado do Diário Económico.com, assinado por Tiago Figueiredo Dias.

Em comunicado, o Banco de Portugal anunciou que a exposição directa do sistema bancário português ao ‘Grupo Madoff’ ascende a 18 milhões de euros, enquanto que a exposição das carteiras de activos sob gestão atingem os 67 milhões de euros.

Naquela que é a primeira vez que a autoridade presidida por Vítor Constâncio se pronuncia sobre o impacto da fraude cometida por Bernard Madoff, o Banco de Portugal qualifica a exposição do sector nacional como “extremamente reduzida”.

Mas eu digo que o nosso amigo Figueiredo Dias deve estar equivocado, não é Portugal (ou pelo menos não devia ser) que está exposto em 85 milhões, são os portadores desses títulos ocos que enchiam os fundos, criados pela alta finança e pelos chupistas habituais, que estão expostos em 85 milhões.

A maioria do povo, sobretudo os 2 milhões de portugueses que vivem no limiar da pobreza, não estão expostos mais nada do que à fome e ás privações de todos os dias.

Quando a banca armou a cilada da chamada fraude em pirâmide, à Afinsa, cuja maioria dos fundos eram, está provado, originiários na pequena poupança, que se disse na altura, paciência quem arriscou perdeu, vão à vossa vida.

Ninguém disse na altura que Portugal estava exposto a esse prejuízo, agora já é o País ? Não senhor Dias , quem está exposto são os tubarões ricaços . Tenha coragem e diga-lhes, paciência arriscaram perderam, vão à vossa vida.

3 comentários:

Luís Maia disse...

Entretanto

Quase seis mil pessoas, perderam o emprego com fecho ou deslocalização de 322 empresas só na região do Porto, ficaram sem 71 milhões de euros.

mas esses não faz mal, podem ficar sem eles, não incomodam o bem estar da economia.

Claras o contestatário disse...

cuidado! é preciso não exagerar!

o dinheiro dos fundos, a maior parte dele não é de pessoas ricas, é a pequena poupança.
Ainda anteontem ouvi um senhor que foi emigrante a dizer que o dinheiro que ali estava era a reforma do casal e que tinha trabalhado uma vida inteira para o ter.

beijinho

Luís Maia disse...

O BPP não é um banco comum, não recebe depósitos nem concede créditos. Para além de gerir fortunas, uma actividade supostamente de baixo risco, tem uma actividade de alto risco: private equity. O private equity ainda é mais arriscado do que a bolsa, porque envolve em geral empresas não cotadas.

Não se chama portanto gerir fortunas à pequena poupança.

A única coisa que eu posso ressalvar é que se o governo só garantir os depósitos, é o máximo que se pode aceitar.
A imoralidade é o governo cobrir prejuízo de risco de quem jogou e perdeu