26 agosto, 2008

INCÊNDIO DO CHIADO




Rua do Carmo em 1988 - fotografia tirada deste SITE




Fez ontem 20 anos que o Chiado ardeu.
Não consegui falar sobre o incêndio, ontem, por ter estado muito envolvida emocionalmente nele.
Mas ao ver o noticiário na RTP1, imagens da Rua do Carmo, nem esta fotografia ou outra parecida que haverá milhentas nos arquivos camarários, não tinham aparecido em lado nenhum, nem ouvi falar do Presidente da Câmara da altura, Nuno krus Abcassis.
A história do incêndio do Chiado e as proporções que atingiu nunca serão bem percebidas, enquanto se não falar, como se falou na época mas sem se tirarem as necessárias elacções, nem se sacarem as responsabilidades às obras de embelezamento que o Presidente da Câmara mandou fazer na Rua do Carmo.
Contra tudo e conta todos, Krus Abecasis, principalmente contra os bombeiros Sapadores de Lisboa, que o tinham avisado que se houvesse algum problema de incêndio na Rua do Carmo, todo o Chiado arderia, por eles não terem hipóteses de entrrem com os carros para combaterem o fogo, resolveu avançar com estas obras de embelezamento, que diga-se de passagem todos os Lisboetas detestaram, que dificultavam a vida a todos os peões.
Reparem bem na fotografia. Reparem nos degraus enormes de pedra que havia por toda a Rua do Carmo acima. Aqui Vêem-se duas delas do lado esquerdo de quem sobe, mas um pouco mais acima havia uma outra do lado direito, e voltavam ao lado esquerdo ainda mais acima.
Não mostrar como estava a Rua do Carmo no dia do incêndio, é branquear a história do incêndio do Chiado, é branquear as responsabilidades Camarárias e do seu Presidente em exercício é branquear as proporções que o incêndio atingiu, quando é certo que os grandes carros dos bombeiros com escadas, tivessem podido subir a Rua do Carmo, muito provavelmente os Armazéns do Grandella não teriam desaparecido, os Armazéns do Chiado não teriam ficado todo s ardidos e o incêndio não teria descido a Rua Nova do Almada e assim, não teria desaparecido uma das melhores pastelarias de Lisboa a Pastelaria Ferrari, nem teria desaparecido o Eduardo Martins ou a Casa Batalha, ou ainda uma esplêndida papelaria que se não estou em erro se chamava Artex




6 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Em absoluto desacordo. Não fosse o incêndio e todos esses estabelecimentos teriam igualmente desaparecido, substituídos pelos Centros Comerciais, com a única diferença que o Chiado seria hoje um deserto.
Talvez não tivesse sido essa a sua intenção inicial, mas todos temos que estar agradecidos a Abecassis por ter criado as condições que permitiram que o incêndio atingisse grandes proporcções. Com isso, salvou o Chiado.

Claras o contestatário disse...

Olá Funes Querido


Acho que desta vez não tem razão.
O Grandea tinha feito recentes alterações e estava moderníssimo, os Armazéns do Chiado estavam decadentes, mas sabe-se que nunca nenhum edifício do Chiado poderia perder as fachadas.
A Charcuterie Martins e Costa na Rua do Carmo ainda hoje está viva, A Pastelaria Ferrari nunca entraria em decadência, O Eduardo Martins já se estava a modernizar e tinha feito um supermercado lindo para os habitantes do Chiado.

Os Armazéns do Chiado não são mais do que um centro comercial e o Chiado, propriamente dito, ainda hoje não está revitalizado, por não ter quem lá viva.
mais um Bairro morto em Lisboa.

Beijinho

Luís Maia disse...

Funes não habita em Lisboa, julgo que não cresceu a sentir o Chiado logo deve ter uma opinião superficial e de circunstância (julgo eu).

Para evitar isso não debito opinião sobre a possibilidade do Bulhão ir abaixo ou de transformarem o Magestic em dependência bancária

Funes, o memorioso disse...

É verdade o que diz na primeira parte Luís Maia

Claras o contestatário disse...

Olá Luis e Funes

Mas olhem que eu teria imensa pena se o Bulhão fosse abaixo, ou se o Magestic virasse dependência bancária.
Espero que os Portuenses, não o deixem fazer.

beijinhos aos dois

Luís Maia disse...

só dei um exemplo, nesse caso também eu teria pena, são simbolos da cidade e porque não do País.

Mas há coisas que só os habitantes, quem nasceu lá e sentiu os cheiros e as vivências pode opinar, porque outra coisa é a racionalidade sem coração, essa não pode visto á distância, opinar outra coisa, que um mercado velho a cair aos bocados no centro do Porto, deva ter outro destino que ir abaixo.

Imagino a dor que isso causaria aos portistas, até a mim e não sou de lá